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Por que criar um Portal Social

Parece estar se estabelecendo um consenso na sociedade brasileira de que o poder público sozinho não é capaz de resolver todos os problemas do país. Nesse sentido, principalmente a partir da década de 90, diversas iniciativas do setor privado e de organizações sociais têm surgido, assumindo sua cota de responsabilidade no preenchimento das lacunas deixadas pelo ente público. Isto ocorre porque as instituições de interesse público, em especial, conseguem ter uma capilaridade e um tipo de ação customizada que os governos têm dificuldade em replicar. Dessa forma, elas representam atualmente um importante canal de atendimento às diversas demandas da população em situação de vulnerabilidade social e um complemento relevante em relação à política pública estatal.

Por outro lado, também existe uma forte mobilização na sociedade visando à construção de um mundo mais justo e equânime. São empresas, pessoas e lideranças querendo oferecer sua contribuição, mas muitas vezes sem saber como começar ou que iniciativas apoiar. Em paralelo, surgem aqui e ali notícias sobre má aplicação de recursos por organizações do terceiro setor, contaminando a imagem da imensa maioria, que trabalha de forma séria e correta, e desmotivando ainda mais aqueles que porventura estejam propensos a contribuir. Mas é preciso reconhecer também que a maior parte das instituições sociais não possui um bom sistema de gestão que ofereça retorno ao doador sobre a aplicação de seus recursos. Este conjunto de fatores acaba por estreitar o canal por onde poderiam fluir os recursos oriundos daqueles que querem fazer o bem em direção àqueles que precisam de apoio.

O Portal Social surge com a missão de minimizar alguns destes problemas que atrapalham o processo de doação entre pessoas / empresas e os projetos sociais, utilizando-se para isso de três estratégias:

  • Sensibilização, mobilização e captação
  • Mediação
  • Cooperação

Estratégia de sensibilização, mobilização e captação

Um dos maiores entraves que se coloca para a pessoa ou empresa que quer contribuir é o desconhecimento sobre o trabalho de instituições sociais e, ao mesmo tempo, a falta de oportunidade ou de mecanismos para formalizar este apoio. A solução para esta dificuldade se dará via campanhas nos veículos – TVs, rádios, jornais e sites – do grupo RBS, a maior rede de comunicação do Sul do Brasil. Nestas mídias, o Portal Social explicará, de forma didática, como é fácil participar da rede de cooperação e ajudar aqueles que têm necessidade. As peças buscarão mostrar que o site é um canal amigável e seguro para aqueles que desejarem apoiar projetos sociais sérios e relevantes. A idéia é fazer com que a atual lógica de doação pontual se transforme em uma lógica de investimento social, na qual o investidor estabelece um consistente relacionamento com os projetos que apóia. Assim, além da campanha publicitária, serão desenvolvidas ações de fidelização, que visarão a fortalecer o vínculo e o relacionamento entre o investidor e o beneficiário, durante o ciclo de permanência do projeto no site.

Estratégia de Mediação

Outra questão que se coloca para a pessoa ou empresa que quer ajudar é: “Como, na prática, posso ajudar?”. A construção desta ponte entre o potencial doador e os projetos e programas sociais será realizada a partir de uma tecnologia que proporcionará interatividade, agilidade, confiabilidade e uma relação custo-benefício satisfatória. Em um mundo onde cada vez mais as pessoas interagem por meio da Internet, o desenvolvimento do Portal Social encurtará a distância entre aqueles que querem contribuir e os que precisam deste apoio. Mais do que isso: a assinatura de marcas conhecidas, chancelando a iniciativa, assinando conjuntamente as campanhas e a própria homepage, associará alta credibilidade ao Portal Social.

Estratégia de Cooperação

O terceiro ponto que pode atrapalhar o processo de investimento social, do ponto de vista do doador, é: “O recurso será adequadamente aplicado?”. Para dar conta desta questão, é realizado um cuidadoso trabalho de seleção das instituições cadastradas, as quais são definidas a partir de critérios rigorosos, em trabalho sob a coordenação da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Dessa forma, são escolhidas instituições com alta capacidade de realização, cujas atividades sociais são reconhecidamente sérias e relevantes.

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